quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Eternamente borboleta
Por que não posso voar como as borboletas?
Por que me sinto tão confusa?
Queria poder voar agora para bem longe,
aspirar uma brisa doce de liberdade.
A pior prisão é a dos pensamentos.
Como eu queria ter borboletas em minha mente agora!
O que eu fiz das minhas asas?
Em qual folha seca e solitária eu escolhi pousar para sempre?
Sinto-me como uma borboleta que esqueceu o seu voo
e que tenta de todas as formas não pensar mais no doce sabor da liberdade.
Só que borboletas nunca deixam de ser borboletas.
As asas permanecem lá, ainda que imóveis.
O céu continua o mesmo, embora não tenha as mesmas nuvens.
E por mais que eu negue, continuo desejando ser livre.
A borboleta, com todas as suas cores, ainda vive na alma.
RJ, 16-01-2018. Line S2
8:23 PM
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Aline Fernandes
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