A minha existência inexiste.
O meu ser sempre fingiu ser.
Portanto não serei, visto que não sou,
tampouco fui.
Essa mão que agora escreve
perde-se na imensidão do fingimento.
Seriam falsas também essas palavras?
Estou aqui mesmo nesse momento?
E a verdade, onde se esconde?
Por trás de olhos lacrimejantes?
Sob as asas da esperança?
Num gemido suplicante?
Talvez também não exista,
então não se deixa conhecer.
Talvez seja assim: ilusória como eu,
criança brincando de ser.
Line S2

