Bebo um café, me aqueço.
Escrevo um poema, me liberto.
Colocar para fora um grito abafado é o meu grande desafio.
Desanuviar a mente de toda sorte de desgraça é a meta que
tracei.
Procurar algo de concreto em meus devaneios é utopia, mas
buscar a realização dos meus sonhos, isso é atitude.
Não sigo padrões, sigo meu ritmo.
Não caminho pelos passos dos outros, crio meu próprio
destino. Ora, como inventora do meu próprio futuro, tenho o poder de mudar o
amanhã e olhar com olhos experientes o ontem que se foi e jaz num passado que
preciso deixar para trás.
Morro e revivo a cada letra, a cada vírgula. Me alegro e me
entristeço a cada verso, a cada prosa. Choro e sorrio. Sou sã, sou insana. Sou
tudo, sou nada. Sou todas as coisas e ao mesmo tempo careço de tudo. Sou parte
do mundo, mas nasci com o privilégio de carregá-lo aqui, dentro de mim. Então,
o que realmente sou? Ah! O que sou... Eu poderia passar a vida inteira tentando
me definir e não chegaria a conclusão alguma. Esqueça o que sou ou o que você
pensa que sou. Lembre-se apenas das boas impressões que deixo carinhosamente em
seu coração.
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