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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Noite sem fim

Tanta solidão, ai de mim!
Eu finjo que esqueço
mas nunca amanheço
dessa noite sem fim

Entre tantas lembranças
me surge a esperança
então viro criança
e entro na dança

Girando sem rumo
quase que sumo
e me acho perdida

Mas me encontro num instante
ao perceber que é constante
o milagre da vida

Junto todos os cacos
catando os pedaços
reconstituo a mim

Para que assim floresça
com toda a sorte e cresça
a felicidade enfim

Porque a solidão, inimiga do amor,
grande estrago me faz.
Toca, ó Deus, nessa dor!
Traga-me um pouco de paz.


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